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Displasia quadril cão: o que é e como identificar

ResumoA displasia de quadril em cães é uma condição ortopédica hereditária que causa má articulação entre o fêmur e a pelve. Identificar cedo, com sinais como claudicação, dificuldade para se levantar e relutância em subir escadas, pode melhorar a qualidade de vida do animal.

A displasia de quadril em cães é uma condição ortopédica hereditária que causa má articulação entre o fêmur e a pelve. Identificar cedo, com sinais como claudicação, dificuldade para se levantar e relutância em subir escadas, pode melhorar a qualidade de vida do seu cão.

Téo Brandão
por Téo Brandão · Editor de comportamento canino 08 de julho de 2026 · 4 min de leitura
Displasia quadril cão: o que é e como identificar

A displasia de quadril em cães é uma condição ortopédica hereditária em que a articulação do quadril não se encaixa perfeitamente, gerando frouxidão, dor e artrose. Os sinais incluem claudicação, dificuldade para se levantar, 'pulo de coelho' ao correr e relutância em subir escadas. O diagnóstico é feito por exame clínico e raio-X.

O que exatamente é a displasia de quadril em cães?

A displasia coxofemoral canina é uma malformação da articulação do quadril. Numa articulação saudável, a cabeça do fêmur se encaixa perfeitamente no acetábulo da pelve. Na displasia, esse encaixe é frouxo, causando microlesões, inflamação e, com o tempo, artrose degenerativa. A condição é hereditária e multifatorial, peso, nutrição e nível de atividade influenciam a gravidade.

Quais raças são mais propensas?

Raças grandes e gigantes têm maior predisposição: Pastor Alemão, Golden Retriever, Labrador, Rottweiler, São Bernardo e Bernese. Mas cães de médio porte, como Border Collie e Bulldog Inglês, também podem ser afetados. Um cão SRD (sem raça definida) com porte grande também corre riscos. O histórico familiar é o principal fator de risco.

Como identificar os primeiros sinais?

O tutor percebe mudanças sutis no dia a dia. O cão começa a andar com o quadril balançando (marcha oscilante). Dificuldade para se levantar depois de deitar. Relutância em subir escadas ou pular no sofá. Ao correr, pode juntar as patas traseiras e pular como um coelho. Em filhotes, o sinal clássico é sentar com as pernas esticadas para o lado (senta de 'sapo'). A claudicação piora após exercício intenso e melhora com repouso.

Como é feito o diagnóstico?

O veterinário realiza um exame ortopédico específico, como o teste de Ortolani e o de Barlow, que avaliam a frouxidão articular. O raio-X é o exame padrão-ouro, feito sob sedação para relaxar os músculos. Em filhotes, a radiografia pode ser feita a partir dos 4 meses para triagem. O laudo classifica a displasia em graus A (normal) a E (grave).

Quais as opções de tratamento?

O tratamento varia conforme a idade, o grau da displasia e os sintomas. Em filhotes com frouxidão leve, o manejo conservador inclui controle de peso, fisioterapia, acupuntura e suplementos como condroitina e glicosamina. Casos moderados a graves podem exigir cirurgia: a osteotomia tripla da pelve (em jovens) ou a artroplastia total do quadril (em adultos). Anti-inflamatórios e analgésicos controlam a dor, sempre sob prescrição veterinária.

Dá para prevenir?

Não se previne a genética, mas o manejo reduz o risco de agravamento. Evite superalimentação em filhotes de raças grandes, o crescimento rápido sobrecarrega as articulações. Ofereça superfícies antiderrapantes e evite que o filhote suba e desça escadas até os 12 meses. A castração precoce (antes dos 6 meses) pode aumentar o risco em algumas raças; discuta o momento ideal com seu veterinário.

FAQ

A displasia de quadril dói no cão?

Sim, a displasia causa dor crônica, principalmente após exercícios ou ao se levantar. A inflamação e a artrose progressiva ativam terminações nervosas na articulação. Cães podem esconder a dor por instinto, mas mudanças no comportamento, como agressividade ao toque ou isolamento, indicam desconforto.

Cães jovens podem ter displasia?

Sim, a displasia começa na fase de crescimento, entre 4 e 12 meses. Filhotes podem apresentar claudicação intermitente, dificuldade para se levantar e o 'sentar de sapo'. O diagnóstico precoce permite intervenções que retardam a artrose e melhoram a qualidade de vida.

Qual a diferença entre displasia e artrose?

A displasia é a malformação da articulação (causa). A artrose é a degeneração da cartilagem que ocorre como consequência (efeito). Um cão com displasia pode desenvolver artrose secundária com o tempo, mas nem todo cão com artrose tem displasia.

Exercício piora a displasia?

Depende do tipo. Exercícios de alto impacto (correr em asfalto, saltos) pioram. Já atividades de baixo impacto, como caminhadas curtas em grama, natação e fisioterapia, fortalecem a musculatura ao redor do quadril e aliviam a pressão articular.

Existe cura para displasia de quadril?

Não há cura, pois a malformação articular é permanente. Mas o tratamento adequado, clínico ou cirúrgico, controla a dor, mantém a mobilidade e oferece qualidade de vida por muitos anos. Muitos cães vivem bem com displasia com manejo correto.

Qual veterinário trata displasia?

O ortopedista veterinário é o especialista indicado para diagnóstico e tratamento. Clínicos gerais podem suspeitar e encaminhar. Centros de referência em ortopedia veterinária realizam cirurgias complexas como artroplastia total do quadril.

Identificar a displasia de quadril cedo é o primeiro passo para garantir conforto ao seu cão. Observe os sinais, consulte um veterinário ortopedista e adapte a rotina com exercícios de baixo impacto e controle de peso. Com manejo adequado, seu cão pode ter uma vida ativa e sem dor.

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